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Por que o mercado imobiliário é a bola da vez dos investimentos?

Atualizado: Mar 24


Muito tem se falado sobre a expectativa positiva para o mercado imobiliário para os próximos anos. Até mesmo aqui no blog já falamos sobre as tendências e o que esperar de 2020! Mas por que, afinal, o mercado imobiliário é a bola da vez dos investimentos? 


Convidamos Fábio Araújo, um verdadeiro especialista em dados e números de mercado, para uma live em que conversamos exatamente sobre isso. Além de professor universitário há mais de vinte anos e mestre em desenvolvimento econômico e em gestão urbana, Fábio é sócio na Brain Inteligência Corporativa, empresa de inteligência estratégica, pesquisa e consultoria em negócios com mais de 17 anos de atuação no mercado imobiliário nacional. Confira!


Atrelado ao setor da construção civil, o mercado imobiliário vem sendo a bola da vez desde 2019


É verdade que o cenário brasileiro imobiliário é extremamente favorável. Mas podemos afirmar que é um equívoco dizer que o setor será a bola da vez exclusivamente em 2020. Afinal de contas, já vem sendo um mercado de destaque desde 2019!


Entre março e abril de 2019, a economia brasileira novamente estava entrando em recesso, com expectativa de queda no PIB. No entanto, os dados divulgados pelo IBGE em setembro mostraram que, diferente do que se esperava, não houve queda no segundo trimestre. O motivo foi o crescimento do setor da construção, que teve 80% dessa expansão relacionada à construção civil de incorporação – ou seja, prédios residenciais e comerciais. 


O que levou a esse “boom” foi uma demanda reprimida! Os dois a três anos anteriores foram marcados por poucos lançamentos. As incorporadoras diminuíram o ritmo dos projetos. Assim, em 2019 houve muito espaço para novos projetos. 


Números revelam que as vendas de apartamentos nivelam com o volume de lançamentos


Essa demanda reprimida nos últimos três anos de mercado, como Fábio pontuou no bate-papo, resultou em quase 130 mil  apartamentos lançados entre setembro de 2018 e setembro de 2019. O mais interessante se revela quando analisamos o volume de vendas de apartamentos no mesmo período: foram 129 mil unidades vendidas. 


Em 2016, a média era de 28 meses para vender as unidades estocadas nas carteiras das incorporadoras. Atualmente, esse prazo reduziu para 11 meses. Podemos a grosso modo falar de uma velocidade de 9% ao mês. Portanto, os indicadores de lançamento e vendas estão bastante nivelados, permitindo uma leitura extremamente favorável para as transações imobiliárias e corretores!


Os fundos imobiliários estão ganhando protagonismo


Até março de 2018, 100 mil pessoas aplicavam em fundos imobiliários cadastrados na Bovespa (atual B3). De março de 2018 a setembro de 2019 houve um crescimento de 450%: hoje são mais de 450 mil investidores. Atualmente, os fundos imobiliários têm rendido de 130% a 140% do CDI, podendo chegar a 150%, o que explica a alta desse tipo de investimento.


Vale destacar ainda que nem todos os fundos imobiliários estão cadastrados na bolsa de valores. Sendo assim, o volume de investidores é muito maior. Estima-se que há mais de um milhão de pessoas aplicando nesse tipo de fundo! Os impactos desse cenário no mercado imobiliário é bastante forte. 

Fundo de investimento imobiliário: como funciona e vantagens dessa tendência


Oportunidades de captação de investimento para incorporadoras à vista


Um dos principais impactos é que os ativos no mercado (participação em fundos imobiliários de grandes shoppings e hotéis, por exemplo) já estão bastante escassos. Assim, os fundos de investimento estão tendo que aumentar a participação em Greenfields, projetos que ainda precisam de capital para serem lançados. 


Isso significa que as incorporadoras têm um fator impulsionador para a elaboração e lançamento de novos projetos: há investimento batendo à porta! Ao mesmo tempo, as imobiliárias e os corretores são inegavelmente beneficiados nesse contexto desde a possibilidade de negociarem a transação do terreno para o projeto até a comercialização do lançamento.


Segmento acima do MCMV vai crescer nas grandes cidades


Outro grande impacto em que Fábio Araújo aposta é que o segmento acima do Minha Casa Minha Vida, que contempla imóveis com valores entre 200 e 600 mil reais. Essa expectativa é baseada na mudança do financiamento, que diante do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e taxas de juros baixos, dando grande competitividade para esse tipo de imóvel. Então, pode-se afirmar que este segmento será super beneficiado!


Enfim, são muitos os fatores que impulsionaram o mercado imobiliário em 2019 e continuarão impulsionando em 2020. Quer entender melhor do tema? Confira a live completa do Vitor Capun, CEO da Beemob, e Fábio Araújo:


Recomendamos a fortemente a leitura do artigo: O que esperar do mercado imobiliário em 2020!


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